sábado, 27 de março de 2010

Da subida ao Céu

Juli Peradejordi narra a seguinte história:

Quando D. Enrique morreu, foi direto para o Céu. Bateu com força na porta e uma voz perguntou:

“Quem é’?”

“Sou D. Enrique Fernandez de Valdivieso”, respondeu orgulhoso.

“Pois vá embora, aqui não tem lugar para dois”, disse a voz.

E D. Enrique foi mandado para o purgatório. Tempos depois, mais tímido, voltou ao Céu.

“Quem é?”, perguntou a voz.

“Sou eu”, respondeu D. Enrique.

“Vá embora, aqui não tem lugar para dois”, disse a voz.

D. Enrique voltou ao purgatório. Um dia, D. Enrique tornou a bater na porta do Céu.

“Quem é?”, perguntou a voz.

“Sou uma pequena parte de Deus”, respondeu.

E a porta do Céu se abriu.

Paulo Coelho

terça-feira, 2 de março de 2010

Recomendo essa banda.

...Jovens sem nenhuma utopia
Caminham tensos pelas ruas de suas casas velhas
Sem nenhuma luz, sem nenhuma luz de Fernando Pessoa
Fechados nas sexuais telas da impotência
Se masturbam contemplando corpos em decomposição!
Morte da minha fé,
Onde estavam o beija-flor e o arco-íris
Na hora do nascimento dessas criaturas...

Galera esse é um trecho de uma musica dos detonautas, há alguns anos quando surgiram os primeiros hits dessa banda, achei que fosse uma bandinha da moda, mas a evolução do som deles é espantosa, letras inteligentes e um som de muita qualidade, vale a pena ouvir a música completa e quem sabe comprar um cd. Recomendo muito essa banda!

Abraço, galera

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Diante da derrota

O guerreiro da luz sabe perder. Ele não trata a derrota como algo indiferente, usando frases como “bem, isto não era tão importante”, ou “na verdade, eu não queria mesmo isto”.

Aceita a derrota como uma derrota, e não tenta transformá-la em vitória ou experiência. Amarga a dor dos ferimentos, a indiferença dos amigos, a solidão da perda. Nestes momentos, diz para si mesmo: “lutei por algo, e não consegui. Perdi a primeira batalha”.

Esta frase lhe dá forças. Ele sabe que ninguém ganha sempre – mas os corajosos sempre ganham no final.

Autor: Paulo Coelho